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Perda do varejo com cheques devolvidos ultrapassa R$ 83 bilhões
Os dados são da cartilha “Cuidados na Hora de Receber um Cheque”, da Fecomercio

 

Atualmente, os cheques representam o segundo meio de pagamento mais utilizados no Brasil (23%), ficando atrás apenas dos cartões de crédito (26,9%). É importante ressaltar que as taxas operacionais das transações eletrônicas custam caro aos comerciantes, o que faz com que ele opte por trabalhar com cheques, sob pena de perda de volumosos negócios e de numerosos clientes em potencial.
Entre março de 2007 e fevereiro de 2008, foram transacionados cerca de 1,5 bilhão de cheques, deste total cerca 104 milhões foram devolvidos, o que corresponde a uma perda estimada do varejo de R$ 83,4 bilhões. Do montante total referente às devoluções, cerca de 10% do valor representam aqueles cheques devolvidos em razão de furto, clonagem, adulteração, entre outras irregularidades – correspondendo a cerca de R$ 8,34 bilhões. O restante corresponde a cheques sem fundos ou bloqueados, que totalizam R$ 75,06 bilhões.
Os dados são da cartilha “Cuidados na Hora de Receber um Cheque”, destinada a empresários do comércio, que a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) lança hoje. O objetivo é orientar sobre as formas seguras de vender e receber, reduzindo as perdas com cheques devolvidos por motivos diversos.

 

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