O deputado federal Walter Ihoshi (DEM/SP) visitou a Federação
do Comércio do Estado de São Paulo onde participou de reunião
com empresários do Conselho do Comércio Varejista, órgão
de estudos da Entidade que reúne 95 sindicatos patronais
do varejo da Capital e do Interior do Estado de São Paulo.
O encontro, além de prestar homenagem aos 100 anos da imigração
japonesa no Brasil, serviu para troca de informações sobre
oportunidades comerciais entre os dois países, já que o
parlamentar é membro da Comissão de Relações Exteriores
da Câmara dos Deputados.
O deputado federal também esclareceu nessa oportunidade
aspectos do Projeto de Lei que cria um cadastro positivo
dos consumidores, antiga reivindicação dos empresários e
que privilegiará os “bons pagadores”, aqueles que cumprem
com suas obrigações financeiras.
Para o presidente do Conselho do Comércio Varejista da FECOMERCIO,
Ozias Bueno, que também preside o Sindicato do Comércio
Varejista de Mirassol, a ocasião também foi útil para firmar
posição contrária à proposta de ratificação da Convenção
158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre
o término da relação de trabalho por iniciativa do empregador.
Aliás, os esforços da FECOMERCIO e do CCV não foram em vão
já que essa proposta do Executivo foi rejeitada pela Comissão
de Relações Exteriores da Câmara por 20 votos contra apenas
um. Um dos votos contrários à ratificação foi justamente
o do deputado Walter Ihoshi o que, para Ozias Bueno, “comprava
as inconveniências, os equívocos, a inoportunidade e o retrocesso
representados por essa iniciativa do Executivo, agora rejeitada
na Câmara.
Frente Parlamentar do Varejo
O deputado Walter Ihoshi, que também é membro da Comissão
de Defesa Nacional da Câmara Federal, durante sua reunião
com os comerciantes, destacou ainda a necessidade da integração
dos varejistas à Frente Parlamentar do Comércio Varejista
da Câmara Federal que atua na defesa do setor.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de
Mogi Mirim, empresário José Antonio Scomparin, “essa união
é muito oportuna para se conseguir a desoneração do setor
produtivo – particularmente das micros e pequenas empresas
do comércio, além de servir de instrumento para se sensibilizar
as autoridades brasileiras no sentido de modernizar e flexibilizar
as legislações trabalhista e fiscal, reduzindo a pesada
carga tributária e a burocracia que sufocam os empresários.”
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