| A Federação do
Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) considerou
como positiva, ainda que tardia, a decisão do Copom de reduzir
em 1 ponto percentual a taxa Selic. “O Banco Central finalmente
compreendeu a gravidade da crise. Estamos clamando pela
redução dos juros desde quando, no ano passado, ficou evidente
que a inflação não ultrapassaria a meta e que a crise atingiria
fortemente o Brasil. O importante agora é o Copom sinalizar
que este é o início de um ciclo de queda para levar a Selic
até uma taxa de um dígito”, afirma Abram Szajman, presidente
da entidade.
Para a Fecomercio, um ciclo mais longo de redução da taxa
de juros tornou-se indispensável para conter os efeitos
da crise sobre o nível de emprego. “Neste ano as projeções
de inflação estão em queda, bem como os prognósticos de
produção industrial, emprego e renda. A tendência de queda
acelerada no nível de emprego pode comprometer seriamente
o consumo e potencializar os efeitos da crise”, adverte
Szajman.
A Fecomercio considera que a taxa de juro básica máxima
aceitável no Brasil é de 9%, levando-se em conta as taxas
dos EUA, Europa e Japão e o diferencial de risco entre esses
países e a nossa economia. “Esses 9% seriam suficientes
para remunerar os investimentos em cerca de 4 pontos percentuais
acima da inflação”, acrescenta Szajman, referindo-se a um
IPCA estimado em 5% para 2009.
Na avaliação da Fecomercio, o governo vem adotando medidas
esparsas e até contraditórias contra a crise. “De que adianta
reduzir a exigência de compulsórios e ao mesmo tempo manter
a Selic como uma das maiores taxas de juros nominais e reais
do mundo?”, indaga Szajman, acrescentando que, como efeito
colateral positivo, a diminuição de cada ponto percentual
da Selic representa uma redução de cerca de R$ 8 bilhões
ao ano no custo da dívida pública.
www.fecomercio.com.br
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